23/11/15 Protestos

Vigilantes de carro-forte protestam contra assaltos e mortes

Trabalhadores no setor de transporte de valores saíram às ruas hoje (23) em Campinas e Ribeirão Preto, Interior de São Paulo, para protestar contra os crescentes ataques a carros-fortes e empresas de valores.Manifestação de vigilantes de carro forte-11-2015

Os protestos, que tiveram forte adesão da categoria, foram liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores no Transporte de Valores e Escolta Armada no Estado de São Paulo (SindForte).

Em Campinas, mais de mil trabalhadores saíram do Jardim Nova Mercedes, em passeata pela Rodovia Santos Dumont. Os manifestantes seguiram um percurso de seis quilômetros em direção ao Largo do Pará, no Centro. Em Ribeirão Preto, houve concentração na avenida da Saudade, Campos Elíseos, bairro mais populoso da cidade.

O presidente do SindForte, João Passos, destaca que se não houver melhoria na segurança, “o movimento será estendido a todo o Estado, podendo se tornar nacional”. O sindicalista informa que nesta segunda também ocorreram protestos em Goiás, Rio de Janeiro e no Estado do Pará. “As empresas não têm preocupação com a vida dos trabalhadores”, denuncia.

A categoria cobra providências que garantam mais segurança na atividade. Recentemente, uma quadrilha fortemente armada invadiu a empresa Prosegur, no Jardim Nova Mercedes, em Campinas. No início do mês, um bando com oito homens explodiu um carro-forte e matou um dos vigilantes em um assalto na Rodovia Antônio Machado Sant’Anna, na região de Ribeirão Preto.

Segurança – Segundo o Sindicato, é preciso que governos e empresariado busquem formas de proteger os profissionais. “Atualmente, as medidas instituídas tentam impedir que os bandidos levem o dinheiro. Mas não há medidas sendo adotadas que aumentem a segurança dos trabalhadores, como um reforço no armamento e da blindagem dos veículos”, diz Lúcio Cláudio de Sousa Lima, diretor do SindForte.

Pleitos – Os vigilantes reivindicam ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal porte e uso de armas mais potentes, enquadramento do assassinato de vigilante como crime hediondo e redução do volume de dinheiro transportado em carros-fortes.

Fonte: Sindforte

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