11/09/18 Campanha Salarial

Presidente do Sindicato alerta pela importância da Contribuição Negocial

Prezados Bancários:

O Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região, nos últimos dias, tem recebido várias manifestações de bancários do Banco do Brasil, associados e não, no que se refere a Contribuição Negocial.

Queremos lembrar a todos que com o fim do Imposto Sindical que seria o maior recurso da Entidade, este por graça e obra de um Congresso Nacional, para desestruturar o movimento sindical e enfraquecer as entidades sindicais, acabou nos tirando este importante recurso financeiro.

Todos os recursos recebidos pela nosso Sindicato, são revertido em benefício do próprio bancário. Os diretores liberados, não recebem, absolutamente, nada da Entidade e sim os seus salários que são pagos pelos seus respectivos empregadores (os Bancos), por força de Acordo Coletivo.

Não poderia deixar de mencionar o nosso Setor de Informações onde todos os dias procuramos levar aos colegas, notícias atualizadas pertinentes ao trabalhador. Somos um dos poucos Sindicatos do País, que possui um aplicativo para smartphones à disposição do bancário.

Tenho que destacar também, a nossa força maior que é o Departamento Jurídico através do escritório DECLATRA de Belo Horizonte. Hoje contamos com várias Ações Coletivas, assim como individuais (mais de 200 Ações), isso tudo com custos para a Entidade como viagens, estadias, refeições dos advogados, incluindo serviços de táxi transportando processos para BH, custas processuais que temos que recolher para distribuir. Tudo isso é feito com muita responsabilidade, tanto que temos um índice de sucesso em torno de 95% das Ações que são propostas pelo Sindicato.

Destaco agora o nosso bem maior que é a nossa sede própria, que no meu entender, seria o maior orgulho dos bancários de Ponte Nova, Viçosa, Visconde do Rio Branco, Rio Casca, Raul Soares, Dom Silvério e Abre Campo, agregando depois, mais de 30 municípios que formam a nossa Base Territorial, conforme o Estatuto. São 4 andares com excelente espaço físico de salas de diretoria, secretaria, almoxarifado, refeitório e um amplo salão para reuniões, tudo isso foi construído através das contribuições dos bancários, obra esta que foi iniciada em agosto/1986 e finalizada em abril/1994.

Na oportunidade, quero lembrar a todos os colegas, que a nossa luta não começa e nem termina numa Campanha Salarial. Enquanto os bancários estão em suas agências, às vezes não se dão conta que nós dirigentes, estamos buscando através de instrumentos diversos, uma forma de fazer justiça diante de tanta adversidade e poder que o capital exerce sobre o trabalho.

Poderia ficar aqui escrevendo páginas e mais páginas da história de tudo aquilo que passamos pra chegar onde chegamos. Afinal, são 70 anos de luta e seriedade, sempre procurando dar o melhor da nossa força e nossa energia.

Reconheço que temos imperfeições e que sempre precisamos melhorar, mas podem estar certos, que dedicação e responsabilidade nunca faltaram e nem faltarão de nossa parte. Sem exagero nenhum, várias vezes somos cobrados pelos nossos familiares mais atenção de nossa parte, por estarmos tão focados em nosso objetivo profissional do que em prol da própria família.

Caros bancários, agradeço desde já a compreensão de todos que não se opuseram ao Desconto da Contribuição Negocial a qual será dividida entre Sindicato, Federação e Confederação.

Diante do exposto, quero terminar ressaltando que o Movimento Sindical para ser forte politicamente, precisa ser forte financeiramente e para isso, precisamos que a categoria acredite em seu Sindicato, fazendo cada um a sua parte, porque da luta nós cuidaremos.

Que Deus abençoe a todos!

José Carlos Barbosa Silva / Presidente do SBPNR

Segue abaixo, texto para reflexão.

O Enterro do Sindicato

Havia, certa vez, uma pequena cidade do interior que tinha seu SINDICATO. Um homem já cansado de tanto lutar, um dia, ele desanimado, desistiu. Como não havia ninguém que queria assumir a presidência e não tinha outra pessoa para substituí-lo, a cidade ficou sem presidente do SINDICATO.

Devagarinho, o povo foi se esquecendo do SINDICATO. Acabaram trancando de vez as portas do velho salão da sede…. O povo comentava que o SINDICATO não tinha mesmo jeito e que tinha morrido na cidade.

Vários anos se passaram, até que a FEDERAÇÃO, preocupada, mandou para lá um líder para reerguer o tal SINDICATO que havia morrido.

Um jovem sindicalista chegou ir, com todo seu entusiasmo, abriu as portas do velho e empoeirado salão da pobre sede, retirou as teias de aranha, sua jovem esposa professora limpou tudo, e saíram chamando o povo para uma assembleia geral e reabilitar o falecido SINDICATO. Mas não veio ninguém para a assembleia geral, pois vários outros já haviam tentado e não havia meios, o SINDICATO não se formava. Estava de vez morto. Era o presidente que não prestava, pois não conseguia aumento de salário, não fazia festa, não melhorava a sede, em fim: um presidente sem criatividade.

O jovem sindicalista saiu pelas ruas, convidando pessoalmente os que encontrava. A resposta era sempre a mesma “ não adianta, presidente, o SINDICATO aqui morreu mesmo: não presta para nada, esta morto.”

O jovem sindicalista teve uma ideia: Se o SINDICATO morreu, vamos enterra-lo. Então ele saiu convidando todo o povo para o enterro do Sindicato.

A noticia espalhou-se. Não se falava outra coisa a não ser o enterro do SINDICATO. Pessoal da saúde, da educação, colegas de obras, administração, povo dos distritos, assentamentos, a notícia espalhou de tal forma que ninguém falava outra coisa a não ser: o enterro do SINDICATO fracassado que havia morrido, seria enterrado. O povo comentava: “ você  já viu enterro de SINDICATO?…”

Na hora marcada, a velha e poeirenta sede estava repleta. O sindicalista havia tirado todas as cadeiras da sala de reunião e colocado no meio do salão, um caixão, cercado por uma corda. Como o salão estava repleto na hora marcada, o presidente começou a fazer um rápido discurso para então fazer o enterro do SINDICATO.

Após a celebração fúnebre, o sindicalista, em um tom solene disse: “convido a todos voces para se aproximarem do caixão e darem o seu último adeus ao SINDICATO morto para assim enterramos o falecido.”

Abriu-se a corda e o povo se aproximou. Mas cada um que olhava dentro do caixão, levava um suto e saia com a cabeça baixa.

Voce já esta imaginando o que o sindicalista colou dentro do caixão:

Um espelho!

Cada pessoa que olhava, via a se mesmo lá dentro.

O SINDICATO SOMOS TODOS NÓS

REFLEXÃO:

É a pura verdade. Nós somos o SINDICATO. Critica-lo é criticar a nós mesmos.

Que a cada dia possamos valorizar a nós mesmos e parar de criticar.

Ame o seu SINDICATO, ele é você. Bom ou mal, é seu espelho.

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