25/03/20 Coronavirus

Movimento Sindical tem buscado soluções junto aos bancos desde o início da pandemia

Categoria bancária é uma das poucas no país a se reunir constantemente com os patrões para tratar de medidas que preservem a saúde e garantam a segurança dos trabalhadores e da população

Desde o dia 26 de fevereiro, quando o Brasil teve confirmado o primeiro caso de coronavírus, o Movimento Sindical  têm buscado junto aos bancos soluções com o intuito de proteger a saúde e garantir a segurança dos bancários e de toda a população. A categoria bancária é uma das poucas que têm se reunido constantemente com os patrões e discutido medidas a serem tomadas ante o avanço da pandemia no país.

No dia 27 de fevereiro, o Movimento Sindical pediu responsabilidade dos bancos e que também fossem seguidas todas as recomendações e procedimentos orientados pela Vigilância Sanitária na ocasião, no sentido de preservar a saúde dos bancários, principalmente a dos lotados em locais com grande concentração de trabalhadores.

Em 12 de março, um dia após a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar o status de pandemia mundial ao coronavírus, o Comando Nacional dos Bancários  encaminhou  um ofício à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) solicitando informações sobre quais providências os bancos tomariam para prevenção ao novo coronavírus. Uma das recomendações contidas no documento era a criação de um comitê bipartite para o acompanhamento da pandemia. Os bancários também reivindicaram dos bancos, na ocasião, ações voltadas para proteger os trabalhadores que estão em grupos de riscos e recomendações após retorno de viagem internacional, com a permanência em casa por 14 dias, no mínimo, além da suspensão de viagens internacionais.

No dia 16 de março, após reunião com o Comando, a Fenaban aprovou a criação do comitê bipartite, a implementação de comunicação preventiva, o reforço na higiene e limpeza de todos os locais de trabalho e o cancelamento de eventos, reuniões e treinamentos para os bancários, entre outras medidas.

Além das conversas com cada um dos bancos, públicos e privados, o Movimento Sindical também cobrou, no dia 18 de março, medidas do Banco Central, entre elas o contingenciamento do acesso às agências, com redução do horário de atendimento. A solicitação foi atendida um dia depois, e o BC autorizou os bancos a reduzirem horário (mas não determinou qual seria o novo horário) e a contingenciarem a entrada.

Na segunda-feira 23, o Comando e Fenaban se reuniram novamente, desta vez para discutir uma das principais reivindicações da categoria ante o avanço da pandemia: que o atendimento ao público seja limitado apenas aos serviços essenciais, com contingenciamento de pessoas nas agências e o fim das metas e das demissões.

Nesta terça-feira 24, o Itaú e o Santander informaram ao Comando Nacional dos Bancários que acataram a reivindicação e que não demitirão trabalhadores enquanto a pandemia gerada pelo novo coronavirus (Covid-19) não for dissipada.

Diante de um momento tão grave e delicado como este, os bancários novamente têm sido vanguarda em suas conquistas. O Movimento Sindical esta adiantando às medidas anunciadas pelas três esferas de governo no sentido de proteger a saúde dos trabalhadores e de toda a população. Os bancos, enquanto concessões públicas, têm obrigação de zelar pelo seu papel social, e não a de permanecer com a sua sanha por lucros estratosféricos às custas da saúde e de todo o esforço dos bancários, que estão se arriscando para que a população tenha garantidos serviços essenciais.

O Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região, através de seus diretores, está monitorando todos os locais de trabalho e alertando os bancários. Como as informações estão sendo atualizadas constantemente, é necessário que os bancários mantenham-se informados através do site da Entidade  (WWW.bancariospnr.org.br) ,  e do aplicativo SBPNR,  disponível para Android e IOS.

Fonte: SBPNR com informações do Movimento Sindical

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