22/01/19 Mídia

Globo em pele de cordeiro

Tem muita gente espantada com a inesperada “adesão” da Globo ao jornalismo elementar. Diferentemente do que fizeram com Lula e Dilma, os filhos de Roberto Marinho resolveram ir atrás da notícia e investigar as roubalheiras escancaradas da famiglia Bolsonaro.

No caso de Lula e Dilma, os Marinho torceram os fatos para transformar em verdade sua própria realidade: governos progressistas são sinônimo de corrupção, farra com dinheiro público, irresponsabilidade fiscal e populismo. Aliaram-se a Sérgio Criminoso Moro para encarcerar Lula e impedir sua candidatura à Presidência. Não se importaram com a falta de provas, tampouco com as evidências de que estava em curso um processo fraudulento.

A situação mudou de figura, para desespero dos Marinho filhos. Estão diante de um governo destrambelhado, mas conhecedor do poder de uma rede de comunicação monopolista. Algo que os governos Lula e Dilma desprezaram e pagaram caro o preço pela ignorância.

(A propósito da queda da Dilma, o Conversa Afiada acrescenta que um dos principais responsáveis pelo acúmulo do descomunal poder da Globo foi precisamente um ministro (sic) e advogado (sic)  da Presidenta, o zé da Justiça – PHA)

Todas as denúncias estampadas atualmente em rede nacional contra a famiglia Bolsonaro são caudalosas. Irrespondíveis. A cada dia, emerge uma nova história. A última envolve um jogador de vôlei de praia. Pergunta: por que ele surgiu apenas agora?

Pior: suas “explicações” nada esclarecem sobre as movimentações milionárias da turma Fabricio Queiróz/Flávio Bolsonaro/Michelle Bolsonaro/Jair Bolsonaro.

Flavio Bolsonaro deu longas entrevistas a redes de TV. Disse que ganha dinheiro como empresário. Os repórteres não se interessaram em saber em que ramo ele atua, que empresa ele possui, que negócios ele faz. “Não vem ao caso”, diria Sérgio Criminoso Moro.

Voltando ao caso Dilma. A presidenta derrubada por um golpe jurídico-midiático-parlamentar foi alvo de uma saraivada de mentiras marteladas 24 horas por dia pela Globo. Nunca se provou que Dilma tenha se beneficiado de um tostão de dinheiro público. Ao contrário: foi acusada de privilegiar os interesses dos mais humildes. A mídia gorda chamou isto de “pedaladas fiscais”, embora expedientes com interesses bem diversos e muito mais escandalosos sejam utilizados por dez entre dez prefeitos, governadores e presidentes brasileiros.

Jair Bolsonaro, já ficou evidente, é uma fraude eletrônica. Não passa de um capataz medíocre de interesses antibrasileiros, fantasiado de salvador de costumes ancestrais. Sua performance em Davos revela mais um pouco sobre isso. Ao ser perguntado sobre o escândalo envolvendo sua famiglia, responde falando de Nicolás Maduro e a Venezuela.

Salve-se quem puder.

Joaquim Xavier

Fonte: Conversa Fiada

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