08/10/18 Funcef

Funcef divulga dados de julho em outubro e deficit continua crescendo

A Funcef divulgou essa semana os resultados dos planos de benefícios referentes a julho. A defasagem é mais uma prova de que os dirigentes da Funcef não estão comprometidos com a transparência, e principalmente, com os participantes, que são os verdadeiros donos do fundo de pensão.

Os resultados de julho mostram crescimento no deficit, que alcançou R$ 6,8 bilhões ante R$ 6,57 bilhões até dezembro de 2017. O REG/Replan Saldado é o único plano com resultado negativo em 2018, apresentando deficit de R$ 320 milhões até julho e R$ 5,9 bilhões no acumulado. Os demais planos apresentaram superavit consolidado de R$ 88 milhões no período, mas no acumulado estão com cerca de R$ 884 milhões de deficit.

“A Funcef optou por uma rentabilidade menor, cada vez mais próxima da oferecida pelos títulos públicos e criou mais uma conta para os participantes pagarem, com a redução da meta atuarial implementada em janeiro”, explica Fabiana Matheus, diretora de Saúde e Previdência da Fenae.

Contencioso ainda é o maior fator isolado de deficit

Os dados de julho confirmam que o Contencioso Judicial ainda é o maior fator isolado de deficit da fundação. O valor total, considerando as perdas prováveis e possíveis, chega aos R$ 19 bilhões. O que já está provisionado e já compõe o deficit nos planos é R$ 1,2 bilhão. Os outros R$ 17,8 bilhões não são contabilizados e dizem respeito às ações judiciais de perda possível, ou seja, com probabilidade de perda avaliada em 50% pelo departamento jurídico da Funcef.

“Essa conta tem grandes chances de aumentar assustadoramente. Se metade do contencioso possível se concretizar, os participantes terão que arcar com mais R$ 8,9 bilhões. Essa conta não é deles, mas da Caixa”, afirma Fabiana Matheus.

Os dados de julho divulgados apenas em outubro pela Funcef comprovam que o déficit ainda está crescendo nos planos de benefício. Uma série de fatores colabora para o resultado. Um deles é a insistência dos atuais dirigentes em concentrar investimentos na renda fixa, cuja rentabilidade é mais baixa.  Outro fator é o contencioso, que representa quase 17% do deficit da fundação e que deveria ser pago pelo patrocinador, mas a Funcef se cala enquanto a conta cresce.

Fonte: Fenae

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