16/04/20 Mídia

Em defesa da saúde dos bancários e clientes dos bancos

Em Ponte Nova, nesta semana, muitos clientes de bancos ainda corriam o risco, perante a pandemia do coronavírus, ao se aglomerarem em filas para sobretudo pagar contas e receber pensões e aposentadorias.

A movimentação já foi notada no início deste mês, sendo que nossa Redação recebeu informe do Departamento Municipal de Posturas sobre notificação prévia aos estabelecimentos e fiscalização do cumprimento da medidas preventivas (do espaço nas filas à higienização dos clientes).

Presidente do Sindicato dos Bancários de Ponte Nova, José Carlos Barbosa Silva informou sobre a necessidade de tais cuidados para se preservar a saúde dos clientes e também dos funcionários dos bancos. As autoridades municipais, por sua vez, apostam no crescente atendimento digital (telefone, internet banking e aplicativo).

Sabe-se que, pelo país afora, os bancários incluídos nos grupos de risco foram liberados para trabalhar em casa. “Se não há como suspender o atendimento pessoal, que se avaliem detalhadamente as demandas com agenda de fluxo de clientes, sem colocar em risco a saúde dos trabalhadores e dos clientes”, diz José Carlos.

O dirigente sindical espera que os banqueiros mantenham radicalmente as orientações recentes sobre a preservação da segurança de funcionários e clientes, especialmente quando os usuários são provenientes de segmentos mais vulneráveis da população, como idosos, gestantes e portadores de deficiência.

Negociação

Em 13/4, a Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação da Confederação Nacional dos Bancários divulgou nota após a 4ª reunião – por videoconferência – com a Comissão de Negociação da Federação Nacional dos Bancos/Fenaban, em decorrência das demandas de enfrentamento da pandemia da Covid-19.

A entidade sindical bancária defende:

1) Uso de máscaras pelos bancários.

2) Atuação da Fenaban no auxílio às autoridades na organização de filas e no combate às aglomerações.

3) Rigorosa limpeza/desinfecção de teclados, maçanetas, torneiras, pisos, portas giratórias, mobiliário e de todo o ambiente das agências.

4) Entrega de senhas para atendimento, objetivando assim reduzir o número de pessoas nas filas.

6) Facultar aos bancários o acesso ao “banco de horas’ e às férias.

8) Reconhecimento do trabalho perigoso ou insalubre dos bancários que atuam na “linha de frente”.

9) Custeio integral dos salários dos bancários afastados em decorrência da pandemia.

11) Edição de campanhas de prevenção da gripe e da dengue mesmo em tempos da Covid-19.

Fonte: Folha de Ponte Nova

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