11/02/20 Congresso

Deputados se manifestam contra reestruturação da Caixa

Erika Kokay divulgou nota em defesa da luta dos empregados contra; e no dia 5, vários deputados se manifestaram no plenário em defesa do banco público

A deputada federal Erika Kokay (PT/DF) manifestou em nota o apoio à luta dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal contra a reestruturação que a direção do banco está implementando unilateralmente, causando prejuízos à categoria e comprometendo o papel social da empresa. “Temos ciência de que todos os ataques que a instituição vem sofrendo visam um único objetivo: abrir caminho para a privatização”, ressalta a parlamentar, que é empregada da Caixa (leia a íntegra da nota ao final do texto).

A deputada enfatiza ainda  a importância da campanha #ACaixaÉTodaSua, promovida pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa, que reúne entidades representativas dos empregados, entre elas o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Fenae.

Mais apoios

Antes disso, no dia 5 de fevereiro, diversos deputados federais usaram a tribuna para também declarar apoio à luta dos bancários da Caixa, repudir a reestruturação no banco, prevista para ser implementada em março, e a venda das principais áreas do banco público, e também para defender seu caráter público, essencial para o país.

Um deles foi o deputado por São Paulo, Vicentinho (PT), que destacou que a reestruturação vai extinguir superintendências regionais Brasil afora, afetando o relacionamento entre empregados e clientes do banco público. E lembrou que em São Paulo, o corte vai reduzir as superintendências de 18 para 9 e a do ABC poderá ser extinta.

O deputado federal, Elvino Bohn Gass (PT/RS), destacou a política de venda das subsidiarias do banco para enfraquecer a instituição. “Como eles fazem? Eles tiram todas as partes boas da Caixa, ações, cartões, enfim, toda parte que pode dar rentabilidade para a Caixa poder fazer a sua parte social, que é tão importante para o povo trabalhador e estão entregando para os bancos”, enfatizou Bohn Gass.

O deputado também convocou os trabalhadores para participar das manifestações em defesa da Caixa. “Eu estou aqui para dizer mobilizem-se porque serão os peritos perfeitos”, afirmou.

Nesta quinta-feira 13, os empregados realizam Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa.

A defesa do banco público também passou pelo discurso do deputado federal Zé Carlos (PT/MA). “Esse desmonte com nome de reestruturação, na realidade a Caixa está sendo desmontada.  A área da construção civil é um mero exemplo do que está acontecendo nas superintendências. Eu peço apoio dos parlamentares para que não deixemos uma empresa histórica ser destruída por um governo”, ressaltou o deputado.

A deputada Érika Kokay (PT/DF) também se manifestou na ocasião. Ela destacou a venda das loterias ao dizer que mais de 30% dos recursos dos jogos vão para as políticas sociais. Segundo a parlamentar, a gestão do banco quer fechar as agências prejudicando a população mais pobre. “A Caixa é responsável por 98% dos créditos habitacionais de baixa renda nesse país. Eles querem arrancar da Caixa os cartões, querem tirar o que é lucrativo. E agora são dezenas de superintendências que vão fechar. Quer fechar a Caixa que está no meio do povo, dialogando com a população. Por isso temos que defender a Caixa”, disse Kokay.

Confira a íntegra da nota de Érika Kokay em defesa da Caixa e dos seus empregados:

Venho por meio desta declarar meu total apoio e engajamento na luta dos bancários e bancárias da Caixa contra o processo de reestruturação na rede do banco e repudiar a tentativa do governo Bolsonaro de desmontar a instituição por dentro.

Temos ciência de que todos os ataques que a instituição vem sofrendo visam um único objetivo: abrir caminho para a privatização.

Sempre digo que os processos de privatização miram primeiro os trabalhadores e trabalhadoras. Cassar diretos, esqueletizar a instituição e diminuir seu papel estratégico são parte constituinte da modelagem privatista.

Não à toa, o governo tem adotado políticas para reduzir o tamanho do banco e seu papel social. 

O modelo proposto pela instituição direciona ações para o aumento das vendas de produtos em seguros, cartões e outras áreas que se quer privatizar. Ao mesmo tempo busca enfraquecer tudo que possa ser sinônimo de luta e resistência.

Por isso, ataca os empregados e empregadas com mudanças bruscas de atividades, cobranças de metas abusivas, descomissionamentos sumários, fim de postos de trabalho e transferências compulsórias. Quebrar os empregados e empregadas é fundamental para lograr êxito na entrega do patrimônio público. 

Como é típico de governos autoritários, todas essas medidas têm sido adotadas sem discussão com as representações dos trabalhadores e trabalhadoras.

O governo Bolsonaro não tem um projeto soberano de desenvolvimento para o Brasil e considera normal uma inserção subserviente do país na economia global.

É neste contexto que se objetiva destruir a Caixa e os bancos públicos, instrumentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do país.

Mas não pensem que será um passeio. A campanha #ACaixaÉTodaSua já está na rua e vai mobilizar o Brasil.

Não à reestruturação.

Não ao desmonte da Caixa.

Nós vamos resistir!

Erika Kokay

Deputada Federal PT-DF

Fonte: Fenae com SPBancarios

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