28/02/20 Economia

Corona Vírus prova que o mercado financeiro é incapaz de regular a vida de um país.

Para quem tem no mercado um sacrossanto baluarte da liberdade e da autorregulação da vidas dos cidadãos de um país, já deve se perguntar, se esse mesmo mercado é realmente capaz de ser o fundamento principal das políticas de estado. Essa mesma questão serve ao Brasil. Mal chegou aqui e a bolsa desaba, frente a um governo inepto para um país acéfalo.

Com dólar em disparada, fortes quedas da Bovespa, torra das reservadas deixadas por Lula e Dilma e grande fuga de capitais, o brasileiro deveria se conscientizar que os tais santos investidores não querem saber de salvar o país, querem salvar o seu. O caso do corona vírus é um grande exemplo de que o mercado de capitais e a própria saúde privada não servem de nada, se a iniciativa pública não os regula, nem em tempos de crise. Quem vai pagar a conta da epidemia global?

Sem sombra de dúvidas, se os números de contaminação não chegarem ao equilíbrio logo, a queda no padrão de vida e o empobrecimento global será inevitável. Outro ponto fundamental será a inflação pela queda de produção de industrializados na China. Ou seja, quem pagará a conta será o mais pobre, em todo o planeta, por falta de acesso a bens básicos. Com isso, a epidemia põe em xeque o sistema econômico como tal.

Se esse modelo que aí está não é capaz de resistir a uma epidemia de uma quase gripe, com taxa de mortalidade inferior a 2% e tem bases fortemente expostas ao alarmismo, ao boato e à histeria, não é o ser humano, ou os governos que devem se adaptar, mas, o sistema que deve ser revisto.

Neste momento, para se ter uma ideia, a Bovespa acumula desvalorização de quase 10% e o dólar bate em R$ 4,50. Aqui, vale uma reflexão, se o país derrubou uma presidente eleita para dar ao mercado, o poder, qual o sentido de um presidente bestializado como Bolsonaro, manter-se agarrado entre as pernas do mercado financeiro, com Paulo Guedes a tira-colo? Triste destino do Brasil.

Fonte:  Apostagem

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