Bancários estão dispostos a paralisar - Sindicato dos Bancários de Ponte Nova

13/06/18 Mobilização

Bancários estão dispostos a paralisar

Consulta nacional à categoria aponta que 60% pretendem aderir a uma possível greve caso os bancos não atendam às reivindicações, e que 79% não votarão em parlamentares que aprovaram a reforma trabalhista; 35 mil responderam.

Os bancários estão dispostos a paralisar as atividades para que as reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2018 sejam atendidas pelos bancos. Isso é o que mostra o resultado da consulta à categoria feita pelos sindicatos de todo o país em suas bases, sob organização do Comando Nacional dos Bancários. Cerca de 35 mil bancários responderam à consulta.

A consulta também mostra que, para 73% dos bancários, a reforma trabalhista (lei 13.467/2017) foi péssima para o trabalhador e que 79% não votarão nos deputados e senadores que aprovaram a nova lei.

Para 25% da categoria, a prioridade da Campanha 2018 deve ser a conquista do aumento real. Outros 23% querem que a prioridade seja a manutenção de direitos e 18% o combate ao assédio moral. A garantia do emprego (15%) e impedir a terceirização (14%) vieram na sequência.

EM PONTE NOVA E REGIÃO

O Sindicato de Ponte Nova e Região apurou em pesquisa com os bancários de sua base territorial, que: 58% são favoráveis ao reajuste do INPC + 5%; 27% tem como prioridade o aumento real e 22% a manutenção dos direitos. Todos os bancários participantes da pesquisa, são contrários à abertura das agências aos sábados; 94% acham que a Reforma Trabalhista foi péssima para o trabalhador; 91% não votariam em algum deputado/senador que foi a favor da reforma trabalhista e 94% acham muito importante eleger um candidato comprometido com a pauta dos trabalhadores.

Apesar das constantes matérias publicadas no site do Sindicato (www.bancariospnr.org.br) 55% dos pesquisados desconheciam os efeitos da ultratividade.

Sobre a importância de quais assuntos devem ser discutidos na Campanha Salarial, 91% acham muito importante discutir a privatização dos Bancos Públicos e 76% a democratização e o fim do monopólio da mídia.

Como forma de participação da Campanha Salarial,17% usariam um bottom, 19% estão dispostos a participar de Assembléia  e 21% se dispõem a fazer greve. Apenas 8% estariam dispostos a não cumprirem as metas, ou seja, não venderem os produtos do banco, atitude que seria de grande eficácia durante as negociações, pois causaria impacto econômico aos banqueiros.

NACIONAL

Os dados colhidos em agências e departamentos por formulário físico e pela internet – apontam que 60% dos trabalhadores vão aderir à greve caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas e as assembleias deliberem pela paralisação.

É uma prova de que a categoria entendeu que seus direitos estão em risco e, se não houver mobilização, todas as conquistas obtidas em décadas de lutas podem deixar de existir.

O Comando Nacional dos Bancários planeja uma campanha para mostrar aos bancários e à toda a sociedade quais foram os parlamentares que votaram à favor da reforma. Além disso, os sindicatos farão o debate político com os bancários e a população, conclamando a votarem em candidatos comprometidos com a revogação das medidas nefastas do golpe

Fonte: SEEBPN com informações do Movimento Sindical

 

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