04/09/17 Impeachment

Alta de 0,2% no PIB é menos da metade da fortuna do homem mais rico do Brasil

No segundo trimestre, a economia do país produziu R$ 44,8 bilhões a mais do que nos três meses anteriores .
Entre o primeiro e o segundo trimestres de 2017, a economia brasileira cresceu o equivalente a pouco menos da metade da fortuna do homem mais rico do país.

Nesta sexta-feira (01/09), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB). Trata-se da medida de tudo que o Brasil produziu em bens e serviços num determinado período — neste caso, os meses de abril, maio e junho.

Segundo o IBGE, a economia cresceu 0,2% no segundo trimestre, quando comparada aos três primeiros meses do ano. No período, o PIB alcançou R$ 1,639 trilhão. Esse montante representa um avanço de R$ 44,848 bilhões em relação ao que foi produzido no primeiro trimestre.

Para efeito de comparação, Bill Gates, cofundador da Microsoft e homem mais rico do mundo, tem uma riqueza estimada em US$ 85,2 bilhões (aproximadamente R$ 267 bilhões), segundo o ranking em tempo real da revista norte-americana Forbes, que mede a fortuna dos ricaços. Isso significa que o crescimento da economia brasileira representa praticamente um sexto da riqueza de Gates.

Mesmo se comparada à fortuna do homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann (foto), a alta do PIB ainda tem pouca representatividade. Os R$ 44,8 bilhões são pouco menos da metade da riqueza de Lemann, avaliada em US$ 30,4 bilhões (ou aproximadamente R$ 95,5 bilhões, no câmbio atual).

A alta fica mais perto da fortuna de Dustin Moskovitz, que fundou o Facebook ao lado de Mark Zuckerberg. O patrimônio de Moskovitz é estimado em US$ 13,7 bilhões (ou R$ 43 bilhões). A alta também equivale às fortunas somadas dos bilionários da moda Giorgio Armani (US$ 8,4 bilhões) e Ralph Lauren (US$ 5,8 bilhões).

Por que 0,2%? 
O crescimento do PIB no segundo trimestre foi puxado sobretudo por serviços e consumo. Embora a variação seja pequena, é maior do que a esperada. Um pesquisa feita pela agência de notícias Reuters apontava que a economia cresceria 0,1% entre abril e junho. De acordo com o IBGE, a agropecuária registrou variação nula (0,0%), a indústria caiu 0,5% e os serviços cresceram 0,6%.

O que chamou mais atenção positivamente foi o consumo das famílias. A despesa voltou a crescer após nove trimestres, com uma expansão de 1,4%. O resultado foi influenciado pela “evolução de alguns indicadores macroeconômicos” ao longo do trimestre, segundo o IBGE. Esse indicadores incluem a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.

Em visita à China, o presidente Michel Temer comemorou o resultado. “O crescimento do PIB teve uma boa solução e mostra o que estamos revelando ao longo do tempo: o Brasil está crescendo, está se recuperando”, disse a jornalistas ao chegar ao hotel onde está hospedado em Pequim, capital chinesa. “É também uma revelação de que o Brasil está melhorando.”

Na avaliação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a retomada da atividade econômica irá se fortalecer nos próximos meses. “Entraremos em 2018 num ritmo forte e constante. Continuaremos a trabalhar para garantir que essa expansão seja longa e duradoura, gerando emprego e renda para os brasileiros”, afirmou nesta sexta-feira. “As medidas que adotamos para recolocar o Brasil no caminho do crescimento sustentável começam a mostrar seus efeitos.”

Fonte: Época

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