24/07/18 Corrupção

Alckmin fala em acabar com o Ministério do Trabalho e mostra o quanto é próximo da animalidade e da escravidão

Para que serve o Ministério do Trabalho? Na concepção do tucano Geraldo Alckmin, parte da Opus Dei, não serve para nada. Mais do que isso, conforme pensa a elite paulistana, essa “coisa” de Ministério do Trabalho serve apenas para representar essa “gente suja” e assalariada que vota no Lula. Achou estranho o que foi dito?

Afora as ironia, Alckmin realmente disse que considera exterminar a representação dos trabalhadores no executivo federal. Já a elite paulistana, pensa realmente que os trabalhadores, a CLT e tudo que representa os mais pobre, é um empecilho ao que chamam de desenvolvimento. É essa compreensão do que significa desenvolvimento e progresso que diferencia os homens dos animais. Os homens, humanos que são, pensam o desenvolvimento como distribuição de riqueza e sentimento de coletividade, como forma de garantir na educação a segurança pública e a vida fraterna. Já o animais exploram, na selva moderna, seus iguais e plantam na desigualdade e concentração de riqueza, a violência natural do conflito de classe gerada pelo egoísmo que ceifa a representatividade dos explorados na governança da sociedade.

Nesse ponto de vista, os animais se veem como os que estão no topo da cadeia alimentar, como quem está no topo da pirâmide social da exploração humana. Alckmin, ao preconizar a extinção do Ministério do Trabalho, caminha da humanidade para a animalidade tucana. Não assustaria o também fim do Ministério da Cultura, mesmo sendo uma sucursal do mercado de arte e do áudio visual, principalmente das grandes produtoras, ainda assim representa a única esperança de proteção contra a aculturação do brasileiro, em detrimento à produção dos países centrais do processo capitalista.

O PSDB mostra que a Reforma Trabalhista que tanto defendeu, não foi uma obra de destruição dos direitos do povo mas, a deterioração da regulação da relação da mão de obra. Alckmin tornará, dessa maneira, a sociedade uma salva de produtos vendáveis, em que até as pessoas passarão a ser comercializadas na prateleira da escassez de postos de trabalho, trazendo a uberização da mão de obra e mercantilização do homem, em proveito dos animais da FIESP.

Quando o Centrão se aglutina em torno dessas propostas e a maior parte do tempo de campanha está nas mãos de ideais tão desumanos, temos a certeza de qual é o verdadeiro objetivo do golpe de 2016, a escravidão moderna, nos moldes da escravidão oitocentista. Se engana quem pensa que o capitalismo não se relaciona com a escravidão, ao contrário, ela seria o paraíso da acumulação de capitais que está na natureza do sistema. Gastar menos, produzir mais, lucrar ao máximo e acumular riqueza. Uma lástima!

Fonte: A Postagem

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